Sobre

Sou a Paula Martinheira e a minha vida é uma história de coragem…e de amor. Tenho 53 anos, sou divorciada, sou mãe de dois filhos, de 27 e 20 respetivamente. Sou licenciada em Comunicação Social pela Universidade Nova de Lisboa, fui jornalista durante 25 anos primeiro da Agência Lusa e depois do Diário de Notícias, no Algarve. Em 2007 começou o meu desencanto em relação ao jornalismo. Quatro anos depois, ocorreu a minha rutura com o DN e com a minha profissão de sempre. Troquei os ares quentes do sul para as nortadas frias da Póvoa de Varzim. Em 2013 tracei um novo rumo profissional e tornei-me formadora na área da comunicação. Descobri a minha verdadeira paixão, ao serviço de empresas, associações empresariais, entidades oficiais e Instituto de Emprego e Formação Profissional. No dia 26 de Março de 2016 a minha vida mudou radicalmente. Um tromboembolismo pulmonar maciço, seguido de um enfarte e três paragens cardiorrespiratórias atiraram-me para a cama dos hospitais e cercearam abruptamente o meu sonho, o meu trabalho, a minha paixão. Estive em coma com prognóstico muito reservado. Os médicos prepararam o meu companheiro de há dez anos, o meu anjo da guarda, o meu porto de abrigo, para o pior. As hipóteses de sobrevivência eram quase nulas. E se sobrevivesse, diziam eles, ficaria num estado vegetal. Depois de uma longa e penosa caminhada que passou pelo Hospital da Póvoa, Hospital de São João, no Porto, Hospital Pedro Hispano, em Matosinhos  e Centro de Reabilitação do Norte, em Gaia, aqui estou eu. De uma cama, passei para uma cadeira de rodas. Comecei a dar os primeiros passos num andarilho segurada por um arnês, depois canadianas. Hoje, caminho com a ajuda de um foot-up no meu pé esquerdo, que teima em não mexer. Sou uma Paula Martinheira diferente, é certo, ainda com algumas limitações físicas, mas com uma nova perspetiva de vida e muito mais garra, força e determinação em ultrapassar obstáculos difíceis. A minha é, por isso, uma história de superação, de cair e levantar-me, de enfrentar o mundo lutando pela minha felicidade. Ao longo desta caminhada, observei, vivi, contaram-me, contei tantas histórias! Conheci tantas pessoas, umas covardes, outras corajosas, resignadas, revoltadas, frustradas, gente a quem a vida não foi generosa, gente que teve tudo e é infeliz. Histórias trágicas, dramáticas, divertidas, hilariantes, de dor, de vitória, de derrota…de amor, como a minha. Enfim, Histórias Soltas que vos vou contar…

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